Todo mundo sabe da minha ansiedade para pegar as chaves do meu apartamento.
Daí que chegou o dia e eu tava super, hiper , mega feliz e animada!
O Dan não podia sair do trabalho para ir comigo, então, eu pedi para a minha irmã me acompanhar.
E lá fomos nós duas! Chegando no prédio do escritório da construtora, entramos na garagem e quando eu me preparava pra fazer uma manobra pra estacionar o carro desligou tudo. Pane geral! Um outro carro que vinha atrás começou a me dar farol, e eu super nervosa, abri o vidro e gritei que meu carro tinha quebrado.
Eis que surgem 3 boas almas e empurram o meu carro para uma vaga. Eu comecei a suar. Meu rosto foi tomado por um nervoso e preocupação. Minha irmã só ria.
Um dos caras que me ajudou era funcionário do estacionamento e , para me ajudar, abriu o capô do carro. Saiu uma faísca e fumaça da bateria. Pensei que meu carro fosse explodir!
Mas o que me deixava mais indignada era o fato do meu carro ter apenas 2 anos de vida e 11 mil quilômetros.
Liguei para o seguro e a atendente não achava nada no sistema. Levantei o tom da voz. Depois de 20 minutos ela achou. Eu teria que esperar 30 minutos pelo o socorro.
Minha irmça, calma que é, disse para eu subir no escritório e pegar a tão sonhada chave do apartamento.
E lá fui eu. Ainda consegui colocar um sorriso no rosto, que chegando lá desapareceu rapidamente. A atendente me informou que a pessoa que me entregaria a chave havia saído para o almoço. Ou seja, ela não me esperou no horário que a mesma tinha agendado!
Fiquei brava, mas muito brava! Falei que era falta de respeito.
Sem outra alternativa, voltei para o estacionamento. Eis que toca o meu celular e era o mecânico pedindo para eu autorizar a entrada dele no prédio. Eu fiquei nervosa e ecxpliquei pra ele que lá não era um prédio residencial, e que portanto eu não poderia liberar nada. Nesse instante eu resolvi ir até a portaria encontrá-lo. Cheguei super nervosa e ele me pediu pra ter calma.
O guarda autorizou a entrada dele e fomos para a garagem. Chegando lá ele me perguntou se eu queria beber uma água para me acalmar. Eu recusei.
Ele olhou, olhou e me perguntou se eu tinha uma lata de refrigerante no carro. Eu disse que não. Eu não tomo refrigerante há 10 anos. Ele disse que a bateria estava com uma folga, por isso da pane. E a solução seria cortar um pedaço da lata de refrigerante para consertar essa folga. Eu pedi pra minha irmã ir ao shopping Morumbi comprar. Foi api que eu entrei no carro e comecei a chorar. Chorei muito! O mecânico se dirigiu a mim e começou a me acalmar. Me disse que seu nome era Adão e que era um enviado de Deus. Ele falou bastante de Deus para mim. Disse também que acreditava que nada é por acaso nessa vida. De repente eu olhei, e vi que aquele homem simples e sujo de graxa tinha um espírito super evoluído. Vi que ele era um milhão de vezes melhor que muita gente bonitinha que eu conheço.Eu fui me acalmando e a minha irmã chegou com a coca-cola.
O Adão consertou o meu carro e ficou tudo bem. Mas mais do que isso ficou um grande aprendizado.
Demais
Há 5 anos
1 comentários:
Falei que o caso do Adão dava um belo post? Muito bom, querida. bjoca
Postar um comentário