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domingo, 18 de outubro de 2009

Sobrevivendo.

Eu realmente não sei se além do Ernani e da Rose alguém mais lê isso aqui. Mas vou continuar, pois é até uma forma de desabafo.
A semana passada foi muito difícil, pois a minha mãe foi operada.
Graças a Deus foi tudo bem, mas o médico teve que tirar a tireóide além dos tumores que ela já tinha.
Minha irmã está viajando em lua-de-mel.Então, éramos eu e meu pai naquela eterna espera enquanto minha mãe estava na sala cirúrgica.
Não sei definir bem quais eram meus sentimentos naquele momento porque foram vários. Senti tristeza, chorei, rezei e depois acalmei.
A verdade é que a gente sempre acha que essas coisas só acontecem com os outros e nunca com a gente.
Finalmente depois de quase 4 horas o médico veio falar conosco. A cirurgia foi um sucesso. Agora é só se recuperar.
Apesar de que a minha mãe é uma paciente um pouco difícil, pois é uma pessoa muito ativa.
O fato é que agora estou sentindo tudo o que passei nos últimos 6 meses : problemas hormonais, casamento da minha irmã, e problemas de saúde do meu pai e da minha mãe ao mesmo tempo.
Juro, eu preciso de férias! Férias pra ficar parada e não pensar em mais nada.
Meu corpo dói todo, e eu sei que isso é resultado de todo o stress que venho passando.
Eu não quero muito pra minha vida. Apenas quero um pouco de paz neste momento.
E pra ajudar, ontem tive um baita perrengue com o nosso vizinho de vaga de garagem. Como sennão bastasse ter ficado 2 dias no hospital e sem dormir, ainda tive que aguentar a falta de educação do casal.
As minhas 2 vagas de garagem ficam bem no meio. Do meu lado esquerdo está a Ana, que é minha vizinha de porta também. Nós somos muito amigas e nunca tivemos problemas algum. Agora ao meu lado direito está a encrenca. É um cara que está 24h por dia procurando confusão.O moço está de boa a semana toda, sempre de bermuda e uma lata de cerveja na mão. Ou seja, não faz nada da vida! Até aí isso não é problema meu.
O que me incomoda é que vira e mexe aparece uma lata ou garrafa de cerveja jogada na minha vaga, além das bitucas de cigarro.
Isso sempre me irritou, mas eu nunca quis falar nada para o cara pra não arrumar encrenca.
Só que ontem, sábado, eu e o Dan estávamos perto de casa e um carro começou a "colar" no nosso carro e a buzinar. O sinal estava fechado, então nós não íamos andar.
Finalmente o sinal abriu, e o tal carro veio atrás buzinando e fazendo a maior chacrinha na rua.
O Dan é uma pessoa super calma, mas se algo o tira do sério, sai de baixo. Ele jogou o carro na frente desse outro carro e o cara deu uma brecada daquelas.
Na mesma hora eu olhei o carro e ainda falei:" Só faltava ser o nosso vizinho de vaga." E era!
Estacionamos o nosso carro e decidimos que não falaríamos nada.
Só que a mulher do cara veio correndo e segurou a porta do elevador. O cara veio caminhando lentamente, entrou no elevador e disse para o Dan: "Você tava com pressa?"
Aí, eu não me aguentei e respondi: " Quem está com pressa é você , que queria passar no sinal vermelho!"
Ele me respondeu:" Eu passo em quantos sinais vermelhos eu quiser!"
E eu respondi que as coisas não eram assim não, que ele era um folgado!
Aí, a mulher do cara começou a falar que se a filha dela (a filha é de outro cara) estivesse no carro o negócio ia ficar feio.
Nessa hora eu me exaltei mais ainda dizendo que o perigo está mesmo é dentro da casa da menina.
E o cara, como todo covarde, repetia seguidamente pra mim a frase:" Eu não estou falando com você."
E eu respondi:" Mas eu estou falando com você! Portanto, olha pra mim!" Isso porque o cara olhava para o chão.
O Dan pedindo pra eu ficar calma e deixar pra lá porque se tratava de "gentinha". Mas eu fiquei muitooo nervosa, e disse até que ia chamar a polícia.
Hoje estou mais calma, mas ainda indignada. Já desci 2 vezes pra olhar os nossos carros, pois fiquei receosa que ele fizesse algo. Mas se ele ousar a fazer qualquer coisa, chamo a polícia na hora e abro um B.O contra ele. E vou querer daquele que a pessoa tem que ficar a metros de distância de mim.
Esse cara é muito folgado, e já teve diversos problemas aqui no prédio. A mulher idem. Não vou tolerar essas atitudes de maloqueiros, não!
Uma vez ouvi uma frase muito boa sobre a definição de prédio:" Prédio é uma favela na vertical."
Só que não dá pra generalizar, pois em toda favela moram pessoas boas e que estão lá por falta de uma oportunidade melhor.

1 comentários:

Mr. Lemos disse...

Vc ficaria impressionada com a quantidade de pessoas que podem passar pelo seu blog diariamente sem deixar nenhum comentário. Continue escrevendo e desabafando. É bom mesmo.

E esse puto desse vizinho? E a mulher barraqueira? Tomara que cresca uma verruga bem no meio do nariz dela! Humpf!!!

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